Publicado por: Miscelânea | 11/11/2009

A Moda de caráter social da Alemanha Oriental

Por Mariana Bombi

Aproveitando que novembro é o mês em que se comemora a queda do Muro de Berlim, nosso blog vai essa semana falar deste marco da história mundial dentro dos âmbitos da moda, da tecnologia, do cinema e do esporte.

Berlin Wall

Registro da unificação das Alemanhas com a queda do Muro de Berlim

Foi em nove de novembro de 1989 que o Muro de Berlim começou a ser derrubado. Após os vinte e oito anos em que ele, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos: O da República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas e o da República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas.

Durante este período a população da Berlim Oriental, deveria seguir os padrões socialistas, e com a vestimenta isso não era diferente. Para o governo da época as roupas deveriam servir apenas como instrumento para cobrir o corpo, portanto os cortes eram retos, simples sem nem ao menos sobras de tecido.

O que se via nas lojas eram roupas padronizadas, ditadas pelo Partido Socialista Unitário da Alemanha. Para muitos jovens, no entanto, sucumbir a este estilo único era motivo de revolta, no entanto, algumas marcas como, a “Chic, Charmant und Dauerhaft” costuravam suas próprias roupas como forma de protesto ao sistema vigente.

Segundo a estilista alemã Sabine von Oettingen “Muitas pessoas costuram suas próprias roupas. Eu só percebi mais tarde que na Alemanha Ocidental e em outros lugares a maioria das pessoas não faziam isso, mas lá (RDA) era dado como certo que a sua mãe ou avó iria te ensinar a costurar. Era, para mim, uma forma de libertação”.

A partir daí peças que abusavam da criatividade e muitas vezes excêntricas começaram a ser comercializadas ilegalmente em fundos de imóveis antigos. Eram compostas, muitas vezes, por materiais como lonas usadas em plantações de morangos, fraldas, cortinas de banho e até mesmo “membrana de cabra” (um tipo de camurça relativamente acessível na ocasião).

A moda alternativa alemã no periodo da Guerra Fria

Protesto dos jovens através da moda contra a padronização instituida pelo regime soviético

Com o passar dos anos e com o progressivo enfraquecimento do socialismo, as influências ocidentais passaram a ser maior, e podiam ser vistas nos terninhos semelhantes ao de Jacqueline Kennedy Onassis ou nas roupas antenadas com a contra-cultura.

Foi na década de 80, período antecessor a queda do muro, que a cultura pop e outros símbolos do capitalismo foram mais evidentes do lado socialista, tendo até a visita do agora mítico, Michael Jackson.

A moda neste período, embora tenha sido alvo de grande opressão serviu como instrumento para os cidadãos

muro-berlim-moda-alemanha-2009-05g

Looks inpirados nas pichações presentes no Muro de Berlim

expressarem seu posicionamento político e sua individualidade. O caráter da moda desta época era social acima de todas as coisas.

Berlim é considerada hoje, uma das capitais da moda, dividindo espaço com cidades consagradas como Paris, Milão e Londres. Isso tudo, porém, só foi possível a partir da unificação da Alemanha.

“A queda do Muro de Berlim provocou uma expansão das artes na cidade, fazendo com que surgisse uma nova cena de moda”, finaliza Nadine Barth, jornalista especializada em moda.

Para saber mais, vale a pena clicar:

Belim: Moda Além do Muro

Influências ocidentais e soviéticas criaram a moda de Berlim Oriental

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Publicado por: Miscelânea | 08/11/2009

Estrela amadurecida

Por Matheus Santos

Como sabem (ou vão saber a partir de agora), nosso blog esta semana vai fala das estrelas. Estrelas da moda, do esporte, da tecnologia e do cinema passaram por aqui. Já falamos de estrelas do passado, chegou a vez de quem encantam o presente…

Estreou aqui no Brasil o novo filme de Quetin Tarantino, Bastardos Inglórios, com Brad Pitt no elenco. Até cogitaram que, por aqui, o cineasta iria passar. Não passou. Mas mesmo sem a sua presença, a pré-estreia, no Festrival do Rio, aconteceu. Tarantino é o cara do momento. Mais amadurecido, continua fazendo cinema da forma que o consagrou – muito sangue e violência.

O filme é uma fantasia sobre um pelotão de elite do exercito americano, formado apenas por judeus, cujo o objetivo é penetrar por trás das linhas inimigas durante a segunda Guerra Mundial e matar nazistas de forma bárbara e selvagem. Muito sóbrio (até mesmo para tarantino) e extremamente bem escrito, o filme é cheio de atores maravilhosos.

Dizem que Tarantino ficou conhecido por escalar atores que caíram no esquecimento, mas que ainda têm muito que mostrar. Foi assim com John Travolta em 1994, quando foi convidado a interpretar um mafioso em Pulp Fiction.

John Travolta

Jonh Travolta em "Pulp Ficton" (1994) de Quentin Tarantino

Outro ator esquecido, mas ressuscitado por Tarantino, é Harvey Keitel. Grande amigo de Martin Scorcese, Keitel foi o cafetão em Taxi Drive, se lembram?  Certamente não. Ele foi esquecido depois deste filme, e durante os anos 80 fez apenas papeis pequenos. Somente voltou ao cinema em 1991, quando interpretou Warren Beatty no filme Bugsy, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadijuvante. Porém, só alavancou mesmo quando ele se tornou o Mr. White de Cães de Aluguel (1992).

harvey keitel

harvey keitel em Cães de Aluguel (1992)

Pam Grier é uma atriz que fez sucesso nos anos 70 com seriados de TV e filmes voltados para o público negro, como “Coffy” e “Foxy Brown”. Mas ela foi redescoberta pelo público americano e revelada para o mundo em “Jackie Brown” (1997). Desde então, apareceu em alguns filmes e em vários seriados, como “Law & Order”, “The L World” e “Bones”.

Jackie Brown

Pam Grier em "Jackie Brown" (1997)

David Carradine foi o astro de “Kung Fu”, seriado que foi exibido pela Globo nos anos 70. Com o fim da série, Carradine conseguiu apenas papéis pequenos no cinema, incluindo uma participação em “A Colheita Maldita V”. Depois de ressurgir em “Kill Bill” (2003), fez papéis em “Ligações Criminosas” e “Ricardo III”. Sua carreira foi interrompida quando morreu enforcado em um hotel da Tailândia.

David

David Carradine (1936* - 2009+) em "Kill Bill" (2003)

Kurt Russell Foi o astro de “A Coisa”, “Aventureiros do Bairro Proibido”, “Stargate” e “Fuga de Nova York”. Na última década, sua carreira andava bem devagar, com participações em filmes como “Poseidon”. Em 2007, Russell voltou aos holofotes como Stuntman Mike, o vilão de “À Prova de Morte”. Porém, por enquanto ainda não estrelou nenhum outro longa de sucesso.

Kurt

Kurt Russel em "À Prova de Morte" (2007)

Publicado por: Miscelânea | 04/11/2009

As Estrelas da Moda 09 – Constanza Pascolato

Por Mariana Bombi

Essa semana, nosso Blog vai ficar repleto de Estrelas! Já falamos aqui sobre ícones do passado, agora vamos escrever sobre quem faz e acontece nos dias de hoje!

Na última quarta feira do mês de outubro (28/10), aconteceu à entrega do segundo Prêmio Moda Brasil, na Casa Fasano em São Paulo. Apresentado por Deborah Bloch, e com atrações musicais como a de Vanessa da Mata, o evento reuniu os melhores nomes da Moda de 2009 entre eles jornalistas, modelos, estilistas, fashionistas…

dupla

Regina Guerreiro homenageada no Premio Moda Brasil com Constanza Pascolato vencedora na categoria Jornalista de Moda

Aqui estão os nomes de alguns dos premiados:

ESTILISTA MODA MASCULINA – Alexandre Herchcovitch – Verão 2010
ESTILISTA MODA FEMININA – Glória Coelho – Verão 2010
ESTILISTA REVELAÇÃO – Juliana Jabour – Inverno 2009
COLEÇÃO MODA PRAIA – Lenny
DESFILE DO ANO – Reinaldo Lourenço – SPFW – Verão 2010
FOTÓGRAFO – Gui Paganini
CAMPANHA PUBLICITÁRIA – Ellus – Inverno 2009
VEÍCULO – MÍDIA IMPRESSA – “Vogue”
VEÍCULO – MÍDIA ELETRÔNICA – PROGRAMA DE TV – “GNT Fashion”
VEÍCULO – MÍDIA ELETRÔNICA – SITE – Erika Palomino
VEÍCULO – MÍDIA ELETRÔNICA – BLOG – Blog Flavia Lafer
JORNALISTA DE MODA – Costanza Pascolato

A lista completa você confere (aqui)

Constanza Pascolato, a vencedora na categoria de Jornalista de Moda, é figura conhecidíssima e muito respeitada no universo fashion.  A história de Costanza Pascolato com a moda começou com a fábrica de tecidos Santa Constancia, fundada por seu pai nos anos 40. Costanza nasceu na Itália e chegou com sua família a São Paulo, em fevereiro de 1946, fugindo da Segunda Guerra Mundial. Casou-se três vezes, a última união foi com o compositor Nelson Motta. É mãe de duas filhas e avó de um casal.

Constanza é integrante da academia brasileira de moda, trabalhou nas revistas Claudia e Vogue Brasil, além de ter assinado a coluna de moda da Folha de São Paulo. É autora de três livros: Essencial: o que você precisa para saber viver com mais estilo, Como ser uma modelo de sucesso e Confidencial: Segredos de Moda, Estilo e Bem-viver.

Em entrevista ao site QUEB Constanza fala o que pensa a respeito do jornalismo de moda no Brasil “Eu acho que, com o advento dos blogs, realmente as coisas estão se aprimorando. Moda, é o produto de uma sociedade que já tem uma cultura e está muito bem formada financeiramente. A moda, como dizia Marie Rucki, é fruto de uma sociedade quase decadente já, de tão madura, que tem espaço para aquilo que é especial. A evolução da moda é isso, hoje ela é entendida como cultura, e, sobretudo, como manifestação de comportamento de uma sociedade.”

costanza

A impecabilidade dos looks de Constanza. (Foto cedida pelo blog Oficina de Estilo)

Constanza acompanhou ativamente o desenvolvimento da indústria brasileira da Moda, contribuiu e ainda contribui para o seu aprimoramento. Para ela a moda brasileira precisa assumir com mais coragem a identidade brasileira, precisa arriscar e buscar uma maior integração da moda com o artesanato do país.

Considerada como a maior pensadora de Moda por Alcino Leite e Vitor Ângelo, conhecer Constanza Pascolato, suas idéias, história e seus livros são obrigatórios para quem se interessa pelo universo fashion.

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Foto que tirei com Constanza no SPFW ( Mariana Bombi e Constanza Pascolato)

Publicado por: Miscelânea | 28/10/2009

As influências do punk e rock na Moda

Por Mariana Bombi

No Blog, essa semana, vamos aproveitar o gancho da metrópole paulistana que abordamos na semana passada para falar sobre “As Tribos Urbanas”.

Essas tribos se formam em torno de interesses comuns a favor ou contra sistemas vigentes. Como também questões políticas, econômicas e sociais. Fazer parte de algum grupo é característico do ser humano, essa necessidade de pertencimento é que possibilita a formação de tantas tribos e tão peculiares.

A linguagem, os modos de agir, certos hábitos e principalmente a maneira de se vestirem fazem com que estes grupos se destaquem e sejam reconhecidos.

PUNK ROCK

Jeans skinny e peças em couro são marcas registradas dessa tribo

A relação entre as tribos e a moda é de ampla, pontuada por trocas e interferências de uma na outra e vice-versa. Nesta quarta-feira, portanto, vou abordar as influências do movimento punk e rock presente nos looks contemporâneos.

A tribo surgiu no início da década de 50 nos Estados Unidos. Era composta por jovens de classe baixa que se identificavam com a cultura negra americana. Obteve seu auge em meados da década de 50, reaparecendo nos anos 80. Ícones como Elvis Presley, Rolling Stones e Beatles viram ídolos atemporais. Hoje o estilo ganhou outras vertentes como o Heavy Metal e o Hard Rock.

Compartilhando de muito dos ideais do rock o movimento Punk surgiu em contrapartida à perfeição técnica e genialidade na qual o rock estava se tornando com suas músicas que chegavam a durar até trinta minutos. O grupo norte americano Ramones trouxe de volta conceitos chaves do rock n’ roll e instauraram um rock psicodélico, com letras contestadoras e criticas. Foi na Europa, porém que o movimento punk teve maior destaque, com o Sex Pistols. Muitas vezes integrantes desses grupos agiam anarquicamente contribuindo para um estereótipo negativo da tribo.

Os estilos desses dois grupos marcam presença no universo da moda a um bom tempo. As tachas, as correntes, os jeans com lavagens claras, o couro, as camisetas de banda, os botons, as camisas xadrez de flanela… Fazem parte do guarda- roupa até dos menos aficionados.

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Peças contemporaneas no estilo punk e rock

Um bom exemplo da presença do punk e rock na moda pôde ser vista no quadro do Fantástico, Cinco meninas e Um vestido. Com diferentes estilos, cinco meninas representando alguns estados brasileiros participaram do desafio feito por Gloria Kalil de criar, por 21 dias, looks diferentes usando o mesmo traje como plano de fundo.

Neste domingo por votação popular, a paulistana Vic, estudante de 17 anos foi a vencedora. Com cabelos ruivos, olhos bem marcados em preto e claras influências do rock ela soube usar da criatividade sem perder seu estilo.

Suas produções eram compostas pelas tachas, camisetas de banda, xadrez, jaquetas de couro… Segundo ela seu visual faz o estilo urbano sofisticado. “Adoro roupas pretas e maquiagens bem marcantes.”

TheProjectsBrasil Vic 01

A vencedora do desafio 5 meninas 1 vestido do Fantástico

Outro grande exemplo é o tênis Converse All Star, uma unanimidade entre crianças, jovens e adultos.

O punk e rock encontraram na moda uma forma de expressão e de sair da mesmice. E a moda certamente não seria a mesma sem a presença do estilo rock n’ roll.

Publicado por: Miscelânea | 21/10/2009

As Ruas Paulistanas que respiram Moda

Por Mariana Bombi

Depois de falar sobre o Rio de Janeiro e as Olimpíadas, essa semana vamos prestigiar a cidade de São Paulo! Está se perguntando como?  Vamos usar as regiões da cidade que são referencia em nossos temas.

E nesta quarta feira o espaço é para o Bom Retiro, Brás e os Jardins pulmões da moda na metrópole paulistana.

Não importa o dia, à hora, a estação do ano. Ruas como a Oscar Freire e a José Paulino vão estar sempre com suas vitrines atualizadas nas ultimas tendências prontas para atender os mais diversos tipos de consumidores que derem uma voltinha por lá.

A sofisticação da Rua Oscar Freire, oitava mais luxuosa rua do mundo.

A sofisticação da Rua Oscar Freire, oitava mais luxuosa rua do mundo.

Considerada pela “Mystery Shopping International” a Oscar Freire é a oitava rua mais luxuosa do mundo. Caminhando pelas calçadas grifes nacionais e internacionais marcam presença, como a Christian Dior, Louis Vuitton, Armani, Versace, Carlos Miele, NK Store, Marc Jacobs, Cori entre outras.

Mas nem sempre foi assim, a rua já teve nomes como Rua São José e Alameda Iguape. Em 1923 ganhou o nome do médico baiano Oscar Freire de Carvalho. Durante o século 19, era uma região tomada por chácaras. A urbanização teve início no começo do século 20. Mas só por volta dos anos 60 e 70, devido ao sucesso das Lojas da Rua Augusta, próxima da Oscar Freire, que começou o sucesso. Consolidado principalmente, pela abertura das importações no Brasil nos anos 1990. Que trouxe grifes internacionais, como a Mont Blanc em 95, por exemplo.

Apesar dos elevados preços, lojas como a galeria Melissa, Carmim e Arezzo são boas opções durante uma tarde de compras.

Reformada em 2006 pela bagatela de 8,5 milhões de reais, a rua ganhou calçadas amplas e o enterramento dos fios de eletricidade.

Saindo deste universo sofisticado e glamouroso e partindo para preços mais acessíveis chegamos ao Brás.
Situado na parte central de São Paulo, nasceu como uma região de chácaras, abrigou o operariado e os imigrantes italianos. Mas a frente recebeu migrantes nordestinos.

É hoje conhecido como um dos principais centros do comércio popular paulistano. Lá é possível encontrar roupas masculinas, femininas, infantil, acessórios, calçados… Tudo a preços baixos.

Mega Polo Modas, evento dos lojistas do Brás.

Mega Polo Modas, evento dos lojistas do Brás.

O Bairro do Bom Retiro é também conhecido pelas suas inúmeras lojas. Antes delas, foi na famosa Rua José Paulino em que o clube de futebol Corinthians foi fundado, em 1910.

A região já foi dominada por italianos e judeus. Foram eles que constituíam a força de trabalho nas confecções têxtil montadas na região durante a década de 20.

Hoje o bairro é majoritariamente coreano, 70% das empresas que lá estão. Para Rachel Green, que trabalha a 19 anos na Oficina Cultural Oswald de Andrade “Uma das coisas que a gente nota é a mudança nas vitrines da Rua José Paulino, mais sóbrias na época dos judeus e mais ousadas com os coreanos” diz ela.

Rua José Paulino, referencia no comércio popular paulistano

Rua José Paulino, referencia no comércio popular paulistano

Como digna metrópole que é, São Paulo oferece possibilidades para todos os gostos e bolsos. O interessante é saber permear esses universos, misturar peças caras e baratas Para a consultora de moda, Costanza Pascolato “Hoje o luxo é misturar uma coisa cara, um Prada, um Armani, com peças bem-humoradas e baratas de brechó, da C&A, das feiras. Isso é que dá o tom pessoal. Hoje conta mais o seu desejo de criar uma maneira diferente de ser do que propriamente desfilar por aí só com roupas de grife”

Carolina Dieckmann abusa do estilo Hi-Lo, mistura peças caras como jeans Diesel com regatinhas de malha e havaianas.

Carolina Dieckmann abusa do estilo Hi-Lo, mistura peças caras como jeans Diesel com regatinhas de malha e havaianas.

Já que se vestir não é tarefa fácil, é preciso sempre adaptar as tendências as suas necessidades e a sua maneira de ser, a fim de valorizar sua imagem e passar aos olhos de quem vê o que você tem de melhor.

E mesmo que o objetivo não seja comprar, se aventurar a desvendar a cidade em que vive e se divertir conhecendo ambientes tão diferentes a partir do universo da Moda é se permitir, é ter a liberdade de acima de tudo, experimentar!

Publicado por: Miscelânea | 20/10/2009

A Paixão Nos Une – Rio 2016

Fernando Meirelles dirigiu o filme publicitário que trouxe as Olimpíadas para o Rio 2016

Por Matheus Santos

Diretor prestigiado lá fora, Fernando Meirelles já dirigiu diversos filmes, entre eles Cidade de Deus (2002), filme que o colocou aos olhos “do mundo”. Mas o que justifica sua escolha para dirigir o Filme da campanha “Rio 2016” – além de sua projeção internacional é claro -,é foto de Meirelles já ter dirigido comerciais de TV.

Na campanha a imagem que se tem do Brasil está toda lá: praias, pôr-do-sol, Cristo Redentor, capoeira, garis, samba, batidinhas em caixas de fósforo, cordialidade do povo, miscigenação e toda a beleza natural. O Brasil de sempre, sem aquele velho olhar de fora que se tem sobre o Brasil.

Sem dúvida foi a campanha mais emotiva, pois valoriza o elemento humano, ao contrário das habituais peças publicitárias que investem em pontos turísticos, bundas de fora, carnaval e futebol. Esta campanha mexe com a sensibilidade: ela vende o que nós brasileiros somos.

Publicado por: Miscelânea | 15/10/2009

A moderna Olimpíada de Pequim

Por Lautaro de Lima

O tema da semana, como já foi dito, são as Olimpíadas. Pequim foi sede das últimas Olimpíadas, e realizou um verdadeiro show, pelo menos em termos de tecnologia mostrou inovação e sofisticação talvez nunca vistas antes. Por isso falarei as principais atrações tecnológicas  do evento.

Espelho d'água reflete iluminação do estádio

Espelho d'água reflete iluminação do estádio

O Estádio Olímpico de Pequim, mais conhecido como Ninho de Pássaro, foi a principal sede das Olimpíadas com direito a cerimônia de abertura e de encerramento. A escolha do projeto foi feita pela prefeitura de Pequim junto com os organizadores dos Jogos. O grupo formado pelo escritório suíço Herzog & De Meuron, pelos britânicos Arup Sport e pelos chineses China Architeture Design & Research Group foi escolhido e muito elogiado pelos organizadores: “uma perfeita combinação de elegância e simplicidade”. A obra demorou cerca de três anos e meio para ser finalizada e o custo foi de aproximadamente 423 milhões de dólares.

A principal inovação está no design que imita com perfeição o ninho de um pássaro. Além disso, à noite o estádio recebe uma iluminação vermelha refletida por um espelho d’água encontrado no contorno do mesmo.

Ao lado do Estádio Olímpico tem talvez a mais exuberante e atrativa obra realizada pelos chineses, trata-se do Cubo D’Água. O complexo de piscinas associa os conceitos dos fenômenos da Terra (com os formatos quadrados) e dos fenômenos do céu (com formas arredondadas).

Sistema de iluminação LED possibilita várias cores ao Cubo D'Água

Sistema de iluminação LED possibilita várias cores ao Cubo D'Água

De fora do complexo a aparência é de diversas bolhas de sabão agrupadas. Para tal feito foi necessário a utilização de uma nova técnica que mescla as estruturas de aço às membranas de revestimento que colorem o local. O ETFE (etileno tetrafluoretileno), um tipo de plástico super resistente e de grande transparência, foi a “pele” da estrutura. O material permite a entrada de luz natural ao mesmo tempo em que retêm calor, como se fosse uma estufa. O complexo possui também um sistema de captação de água das chuvas.

No período noturno a camada pode ter diversas cores como branco, vermelho, verde e azul por conta do sistema de iluminações LED (ao receber energia emite luz com cores diversas) o que transforma o ginásio num caleidoscópio gigante.

A obra custou cerca de 143 milhões de dólares. A maior parte da verba foi obtida através de doações – o bilionário Henry Fok, de Hong Kong, doou 25 milhões desse total. A seguir um vídeo feito pela National Geographic explicando o cubo.

Outro cubo com menos badalação mas também muito interessante faz parte do complexo esportivo Wukesong e é chamado de “Cubo de Ouro”. O ginásio lembra as quadras de basquete norte-americanas, até o telão em cima da quadra é semelhante.

Colunas de alumínio permitem economia de energia

Colunas de alumínio permitem economia de energia

Contudo o complexo chinês trás inovações interessantes que o diferenciam dos demais ginásios do mundo. O exterior do local é decorado com colunas de alumínio que refletem 80% dos raios de luz solar que incidem no recinto, o que produz um efeito luminoso que nos remete a um cubo de ouro gigante e permite uma economia de 50% na energia necessária para a aclimatação durante o verão e de 70% na calefação no inverno.

No interior o ginásio possuiu um monitor central e outras 110 TVs espalhadas no perímetro interno. Todos os assentos são acolchoados. O local também aporta 45 cabines vips de luxo e 7 andares – três andares abaixo da superfície e quatro acima do nível do solo- além de um moderno sistema de segurança e anti-incêndio.

Claro que a tecnologia não ficou apenas no cenário realizado pela organização chinesa, mas também pelos próprios atletas.

Calçado de corrida leve ajudou Bekele a ganhar os 10 mil metros

Calçado de corrida leve ajudou Bekele a ganhar os 10 mil metros

O traje LZR da Speedo, já citado pela repórter Mariana, ajudou Michael Phelps a ganhar seus oito ouros olímpicos. Um calçado de corrida leve como uma pluma com uma malha de fios inspirada em pontes suspensas ajudou Kenenisa Bekele a conquistar a corrida dos 10.000 metros. Arqueiros têm flechas mais leves, ciclistas possuem roupas mais grudadas ao corpo para facilitar o fluxo de oxigênio para os músculos, canoístas rasgam as águas com barcos mais finos, um novo software possibilita aespionagem no handball, sensores na ponta do remo facilita a vida dos remadores… Ufa!

São tantas inovações que seria necessário um livro com centenas de páginas para ilustrar todas.

Curiosidade: Algo que  pertence muito mais ao mundo tecnológico do que ao esportivo é a chuva artificial, que foi usada na festa de abertura dos Jogos para não atrapalhar o trânsito e, principalmente, os foguetórios.

Ela é provocada com o lançamento, de terra ou por avião, de cartuchos com iodeto de prata. A substância age como um catalisador: ele acelera a condensação das nuvens e gera uma reação química que libera hidrogênio, que misturado com o oxigênio produz água.

Publicado por: Miscelânea | 14/10/2009

Olimpíadas, tecnologia esportiva e moda!

Por Mariana Bombi

Aproveitando a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, nosso blog vai usar Olimpíadas como tema dessa semana!

E como toda quarta feira, o assunto é moda! Afinal em um blog dominado por homens um toque feminino é necessário.

Adhemar Ferreira da Silva e o record das Olimpíadas de Helsinque-1952

Adhemar Ferreira da Silva e o record das Olimpíadas de Helsinque-1952

Os uniformes olímpicos sempre tiveram destaques, seja pela extravagância, seja pela simplicidade. Mas nem sempre foi assim, nas primeiras olimpíadas modernas o vestuário era, em sua maioria, feito de algodão. O problema é que quando molhado, por suor ou chuva o tecido chegava a dobrar de peso, o que dificultava e muito durante a performance dos atletas.

A modelagem era algo igualmente problemático já que em muitas modalidades as mangas e golas impediam a liberdade dos movimentos que cada prática exigia.

Com o passar dos anos, a tecnologia ganhou espaço e contribuiu totalmente para o aperfeiçoamento dos uniformes, a fim de obter o melhor desempenho dos esportistas durante as competições. “Observando os atletas, pudemos entender como o corpo funciona”, explica Jesus Dapena, professor de estudo do movimento da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. A partir daí que os uniformes começaram a ser desenvolvidos até se tornarem tal qual pudemos assistir na ultima Olimpíada em Pequim na China.

Os tênis cada vez mais leves e resistentes, os tecidos feitos com a tecnologia “Fast Dry”, (garantem rápida absorção do suor e não limita nenhum movimento do corpo durante a prática dos exercícios). A empresa Adidas, por exemplo, criou a técnica batizada de manutenção de energia, essa tecnologia se baseou na compressão de regiões específicas do corpo. Isso reduziu a vibração dos músculos e cansou menos o atleta.

Porém em meio de tanta evolução no vestuário olímpico, uma delas não foi bem vista,os maiôs da natação. Eles acabaram gerando polêmica e até a proibição de seu uso pela FINA (Federação Internacional de Natação).

Depois de ter 87 recordes quebrados somente no Cubo D’ Água (nas Olimpíadas de Pequim), o maiô LZR Racer, da Speedo, foi apontado como causa para a impressionante marca.

O traje, lançado em fevereiro de 2008, após três anos de pesquisas com a Nasa (Agência espacial Norte-Americana) não apresenta nenhuma costura, conseguindo um maior deslizamento nas piscinas, placas de poliuretano, que melhoram a flutuação diminuindo o arrasto pelo contato com a água e ainda mais…

Apesar da proibição muitos atletas são a favor do “maiô milagroso”, como Gustavo Borges. Segundo ele a roupa não nada sozinha. A tecnologia vem para ajudar, e se ela consegue te dar um centésimo, é claro que motiva. No aspecto psicológico, pode até fazer o nadador evoluir um pouco.

Já o nadador australiano Kieren Perkins, bicampeão olímpico, faz sua critica, enfatizando que esses maiôs são caros e injustiças seriam feitas, dividindo os nadadores entre os que podem e os que não podem pagar pelo traje.

Veredito dado, para 2010 os maiôs voltam a ser como eram antes de Pequim.

Desfile Billabong com peças urbanas, confortáveis e com alta tecnologia.

Desfile Billabong com peças urbanas, confortáveis e com alta tecnologia.

A tecnologia esportiva inspira também os estilistas que trazem para as passarelas essas referências que se refletem nas ruas. A tendência do estilo esporte-urbano, surgiu nesse cenário, que usa e abusa dos tecidos tecnológicos e inteligentes. Segundo André Robic, diretor-executivo do IBModa (Instituto Brasileiro de Moda) “A moda esporte-urbana e tecnológica, traduz a idéia de liberdade, saúde e modernidade. As pessoas usam roupas que traduzem o seu estilo de vida. Marcas como a Puma, Okley e outras esportivas souberam usar bem essa comunhão de conceitos”.

Por menor que seja, as academias e parques são vitrines dessas novas inovações, sejam nos calçados para aliviar impactos, sejam nas camisetas usadas para caminhada que não “esquentam” e não “ensopam”. A união da moda e da tecnologia esportiva chegam a população para primeiro, melhorar o desempenho e trazer conformo para depois pensar no design e beleza. Fator que por sinal, nunca deixa a desejar, saindo do contexto dos exercícios físicos para serem usadas no dia-a-dia.

Publicado por: Miscelânea | 07/10/2009

O carango dos melhores

Por Ruan Segretti

Faaaaala pessoal do Miscelânea , bem vindos, essa semana com o foco em… CARROS, aí vocês pensam poxa vai ser fácil para o Ruan falar é só ele falar de Fórmula 1, mas eu gosto de inovar por isso fiz uma pesquisa e descobri os carangos dos maiores esportistas do mundo! Ou pelo menos um dos carangos já que a maioria deles tem mais (como Cristiano Ronaldo que coleciona).

Começando no Futebol:

Rolls Royce de David Beckham

Rolls Royce de David Beckham

David Beckham só anda com estilo pelas ruas de Beverly Hills onde mora, o inglês é o feliz proprietário de um Rolls Royce. Avaliado em meros R$ 950 mil

o bebê de Cristiano Ronaldo (e sim ele chama seus carros de "bebês")

o bebê de Cristiano Ronaldo (e sim ele chama seus carros de "bebês")

Cristiano Ronaldo não tem apenas um carro, ele é um colecionador, adora carros já até destruiu um em um acidente na Inglaterra em janeiro desse ano e não era qualque um não o carro em questão era uma belíssima Ferrari, hoje carro que ele usa pra ir ao supermercado é esse aí acima, o Audi R8, “presentinho” que ganhou da própria Audi quando ainda atuava pelo Manchester United.

Um dos carros de kaká

Um dos carros de kaká

Kaká também tem o seu “bebê” ele passeia hoje em dia pelas ruas de Madrid com seu BMW X5, mas ele deixa em sua garagem um Vectra e 2 Smarts,aquele carrinho bonitinho que o Steve Martin usa no filme “Pantera Cor-de-rosa”.

Henry, Thierry Henry, o 007 francês

Henry, Thierry Henry, o 007 francês

Thierry Henry, o francês também anda com estilo lá em Barcelona, ele segue o estilo James Bond e tem um Aston Martin igual ao de Pierce Brosnan em alguns dos filmes do 007, fraquinho ele né?

o "carrinho" de Romário

o "carrinho" de Romário

Romário antes de dever pra ex-esposa Mônica desfilava pela Avenida Atlântica no Rio de Janeiro com a sua Ferrari

Hummer H2 de Ronaldinho

Hummer H2 de Ronaldinho

Ronaldinho Gaúcho não deixa barato e mostra confiança ao dirigir um Hummer H2, carro poderoso no asfalto ou na terra.

Passando para outros esportes…

Copião?

Copião?

Eu não sei quem copiou quem mas a lenda da NBA Michael Jordan, tem uma Rolls Royce igualzinho o de David Beckham e os dois moram próximos lá nos EUA.

O incansável Usain Bolt também anda de carro

O incansável Usain Bolt também anda de carro

Quando estava cansado demais para correr Usain Bolt usa ou usava sua BMW, já que ele se envolveu em um acidente em Kingston que deixou o carro sem salvação.

o carro de James Bond nas mãos de Rafael Nadal

o carro de James Bond nas mãos de Rafael Nadal

Mais um que atacou de James Bond foi Rafael Nadal, só que um James Bond mais moderno já que o carro que o tenista usa é o que aparece no mais recente filme do agente 007 o “Quantum of Solace”, o carro é um Aston Martin DBS.

Publicado por: Miscelânea | 02/10/2009

Os Carros do agente 007

Por Matheus Santos

Olá galera, está semana nosso blog vai fala do universo dos carros…

Quem nunca sonhou em possuir um daqueles supercarros que o personagem do cinema James Bond usava (e continua usando) na série de filmes 007? Todos nós, né?

Neste último filme da séria do agente secreto mais famoso do mundo “007 – Quantum of Solace”, interpretado pelo ator Daniel Craig, um carro que volta em cena é o magnífico e surpreendente Aston Martin DBS. O carro da Aston Martin que já havia feito sucesso no filme anterior da série, “Cassino Royale”, retorna novamente, e não é à toa, pois cai entre nós – é uma supermáquina. Nós mortais também podemos ter um. Ou melhor: os ricos mortais. O preço? Cerca de R$ 450 mil.

Aston Martin DBS está no filme '007 - Quantum of Solace' (Foto: AP)

O carro de “Quantum of Solace” é um modelo Inglês equipado com desfibrilador, kit de primeiros socorros e esconderijo para armas. É equipado com motor V12 de 6.0 litros de 510 cavalos que atinge a velocidade máxima de 307 km/h. Tem também freios ABS mas, pelo visto, James Bond não costuma acioná-los.

Outros carros que fizeram sucesso em 007:

BMW Z8

Filme: ‘007 – O mundo não é o bastante(1999)
Piloto: James Bond (Pierce Brosnam)
Nos anos 90, James Bond andou de BMW. No filme, este esportivo tinha mísseis sob o capô, metralhadoras, câmera atrás da grade frontal, computador de bordo, e sistema de segurança. O carro podia ainda ser teleguiado por controle remoto.

BMW Z8 (Foto: Divulgação)

BMW Z8 (Foto: Divulgação)

Lotus Esprit

Filme: ‘007 – O espião que me amava’ (1977)
Piloto: James Bond (Roger Moore)
O carro modelo 1976 tinha motor 2.0 litros 16V de quatro cilindos com 140 cavalos de potência. Acelerava de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos e podia andar por debaixo d’água. Era equipado com periscópio, torpedos e mísseis. Seis diferentes carrocerias foram usadas durante as filmagens.

Cena do filme com o carro-anfíbio (Foto: Divulgação)

Cena do filme com o carro-anfíbio (Foto: Divulgação)

Ford Mustang Mach I

Filme: 007 – Os diamantes são para sempre’ (1971)
Piloto: James Bond (Sean Connery)
O carro participa de uma perseguição incrível pelas ruas de Las Vegas, anda sobre o capô de outros veículos e passa por um beco estreito em apenas duas rodas – o filme tem um erro de continuidade ao mostrar o Mustang saindo do beco com as rodas do lado oposto.

Ford Mustang Mach 1 (Foto: Divulgação

Ford Mustang Mach 1 (Foto: Divulgação

Filme: ‘Com 007 só se vive duas vezes’ (1967)
Piloto: James Bond (Sean Connery)
A Toyota abriu partes do topo do veículo para poder acomodar Sean Connery, que poderia não caber dentro do coupé. O carro incluiu uma televisão, um telefone sem fio e um sistema estéreo controlados por voz: gadgets eletrônicos que são praticamente normais funcionalidades de automóveis japoneses hoje.

Toyota 2000 GT (Foto: Divulgação)

Aston Martin DB5

Filme: “007 contra Goldfinger” (1964)
Piloto: James Bond (Sean Connery)
A partir do terceiro filme da série os carros de James Bond passam a ter artefatos para combater os inimigos. Este Aston Martin DB5 era equipado com metralhadoras, escudos blindados, serras para cortar pneus, radar, lança-pregos, bombas de gás e telefone.

Aston Martin DB5 (Foto: Divulgação)

Aston Martin DB5 (Foto: Divulgação)

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